domingo, 22 de julho de 2018

Brasil e Tunísia, Brasil e África


Governos do Brasil e da Tunísia ampliam parceria em turismo e comércio

Publicado em 21/07/2018 - 18:51

Por Agência Brasil Brasília





Em visita à Tunísia, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, participou hoje (21) da  8ª sessão do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia e assinou acordos de cooperação nas áreas de turismo e empresarial. Também teve reuniões com o presidente da Tunísia,  Beji Caid Essebsi, o primeiro-ministro Youssef Chahed e o presidente da Assembleia de Representantes do Povo, Mohamed Ennaceur.

Nas reuniões, o chanceler brasileiro discutiu formas para promover o incremento do comércio bilateral e a cooperação técnica nas áreas de agricultura e de programas de desenvolvimento social, com ênfase no Cadastro Único dos programas sociais do governo brasileiro.

Ao se reunir com ministro dos Negócios Estrangeiros tunisiano, Khemaïes Jhinaoui, Aloysio Nunes e ele assinaram o acordo de cooperação e facilitação de investimentos. Ao final, foi definida a implementação de ações de cooperação na área do turismo, como capacitação profissional e promoção recíproca de destinos.

Durante a visita, representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinaram acordo com o Centro de Promoção de Exportações da Tunísia, para promover e facilitar o intercâmbio de informações sobre o ambiente de negócios e os contatos entre empresários dos dois países.

A  Tunísia é o 7º principal destino das exportações brasileiras na África. A corrente de comércio bilateral em 2017 foi de US$ 337 milhões, com superávit brasileiro de US$ 286 milhões. No momento, os dois países discutem um acordo bilateral de cooperação e facilitação de investimentos (ACFI) e acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Tunísia, que representarão importantes vetores da aproximação econômica entre os dois países.

Argélia

Da Tunísia, Aloysio Nunes segue para a Argélia para uma visita oficial de dois dias - amanhã (22) e segunda-feira (23). Há encontros marcados com o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, e com o primeiro-ministro Ahmed Ouyahia, e o chanceler Abdelkader Messahel. A disposição é para ampliar e diversificar as relações bilaterais.

O chanceler brasileiro assistirá ainda a demonstrações da aeronave Embraer 190-E2, no aeroporto internacional Houari Boumédiène.

Brasil e Argélia mantêm projetos de cooperação técnica, com iniciativas nas áreas de saúde e de formação profissional. A Argélia é o segundo maior parceiro comercial brasileiro na África e no mundo árabe. Em 2017, o intercâmbio bilateral foi de US$ 3,499 bilhões.



Edição: Maria Claudia


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Moçambique e o futuro


Moçambique: Como acabar com o trabalho infantil?

Esta sexta-feira, 1 de junho, assinala-se o Dia Mundial da Criança. Mas há muitas crianças que vão passar o dia de hoje a trabalhar. São obrigadas a fazê-lo por causa da pobreza.






António dos Anjos - nome fictício - é uma das centenas de crianças na província do Niassa que trabalham para conseguir mais algum dinheiro para a família.

"Não tive dinheiro para me matricular. Então, viajei da Zambézia para aqui para poder arranjar dinheiro e para me matricular no próximo ano. Com o dinheiro que ganho, consigo comprar baldes, panelas e roupa para a minha mãe", afirma.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que mais de 22% das crianças moçambicanas entre os 5 e os 14 anos trabalham, sobretudo na agricultura e na pecuária. A maior parte tenta contornar a sua situação de pobreza.



Como acabar com o trabalho infantil?

"Temos entrevistado as crianças para saber porque se encontram na rua e o problema que temos encontrado, na maioria das vezes, é o problema da pobreza", explica Lino Cristóvão, presidente do Parlamento Infantil no Niassa.

Cristóvão diz que a situação é preocupante. Na província, o trabalho infantil é sobretudo visível nas maiores cidades, Lichinga e Cuamba, e nas zonas de exploração de recursos minerais.

Contra o trabalho infantil

Para acabar com o trabalho infantil é preciso envolver vários actores - a começar pelos locais onde há crianças a trabalhar, refere Victor Maulana, coordenador provincial da Associação Amigos da Criança Boa Esperança.

"Nós, como organização, estamos a tentar ver qual será a estratégia para implementar um projeto de sensibilização de associações, nomeadamente associações de garimpeiros. Pretendemos fazer um trabalho de capacitação em matéria dos direitos da criança, para que eles não admitam crianças, porque aquelas crianças que se encontram naqueles lugares estão-se a perder", afirma.

Maulana diz que é preciso despertar consciências, integrar as crianças e lutar contra a pobreza com mais educação. As crianças precisam de ir à escola, estudar e aprender ofícios - é o seu futuro que está em causa, alerta.

"As crianças que praticam trabalho infantil não têm condições nas suas casas. Se perguntar, a sua resposta é que não têm mãe ou pai e vivem com as tias ou as irmãs. Então, são crianças carenciadas, que dependem delas próprias. É preciso inserir essas crianças."

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi

Casamentos prematuros

Outro problema em Moçambique são os casamentos de menores de idade. Este ano, o país assinala o Dia Mundial da Criança sob o lema "Vamos pôr um ponto final aos casamentos prematuros".

"Façamos da família o laboratório que molda o cidadão de amanhã, [em que as crianças] tenham um processo de crescimento sadio e sem perturbações", apelou o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, numa mensagem alusiva à efeméride.

Nyusi sublinhou que o Governo continuará a fazer incidir as intervenções em prol da educação, formação e desenvolvimento da criança.

Em Moçambique, metade das mulheres com idades entre os 20 e 24 anos casaram-se quando eram menores, segundo a UNICEF, que em conjunto com o Governo lançou uma Estratégia Nacional de Prevenção e Combate aos Casamentos Prematuros, que deverá vigorar até 2019.

A presidente do Parlamento moçambicano, Verónica Macamo, anunciou na terça-feira (29.05) que o órgão está a estudar o fim de uma exceção que legaliza os casamentos a partir dos 16 anos. A responsável disse que "deveria ser obrigatório que [os jovens] se casassem depois dos 18 anos", em vez de se permitir que o possam fazer a partir dos 16 anos, com o consentimento dos pais ou dos encarregados de educação, como prevê a lei atual.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Resolver com o plástico


Brasil perde R$ 5,7 bilhões por ano ao não reciclar resíduos plásticos

O tratamento dos resíduos ainda é inadequado, apontam especialistas

Publicado em 07/06/2018 - 16:08

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil São Paulo




O Brasil produz mais de 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, dos quais 13,5% – o equivalente a 10,5 milhões de toneladas – são de plástico. Se o total desse montante de plástico fosse reciclado, seria possível retornar cerca de R$ 5,7 bilhões para a economia, segundo levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb).

“O Brasil ainda destina inadequadamente cerca de 40% de todo o resíduo gerado no país. São bilhões de reais que poderiam ser revertidos para a construção ou modernização de aterros sanitários, ampliação dos serviços de coleta e outras atividades relacionadas à limpeza urbana. O gerenciamento de resíduos envolve uma rede complexa de atividades e a reciclagem é um pilar que precisa começar a ser desenvolvido como oportunidade de negócio. Do contrário, não terá resultado concreto”, explica Marcio Matheus, presidente do Selurb.

Previsão de crescimento


O Brasil produz 10,5 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano - Foto ONU: Martine Perret/Direitos Reservados


A entidade avalia que os números refletem uma realidade mundial e que o aumento do poder de compra da população e os altos investimentos em novas fábricas e tecnologias serão responsáveis por um crescimento de cerca de 30% na produção de plástico em menos de 10 anos.
Uma das alternativas em relação à gestão de resíduos sólidos apontadas pela entidade seria a erradicação dos quase 3 mil lixões existentes no país e a implantação de uma rede regionalizada de aterros sanitários, para tratar adequadamente os resíduos.

“Se ilude quem acha que é possível fazer reciclagem em um país continental sem buscar soluções de escala. A reciclagem só será possível quando houver viabilidade econômica, o que inclui incentivos governamentais, com isenções fiscais, e estrutura logística para tal. A primeira medida é desenvolver soluções logísticas que concentrem esses materiais, como ecoparques – que apresentam, também, a estrutura dos aterros legalizados. A partir disso, será possível diluir os altos custos logísticos e trazer viabilidade econômica para que os materiais recicláveis cheguem à indústria a um preço atrativo, como aconteceu nos EUA”, aponta o engenheiro especialista em sustentabilidade, Carlos Rossin.

Edição: Amanda Cieglinski




terça-feira, 29 de maio de 2018

Pois é


Padilha diz que abastecimento dobrou no país de ontem para hoje
Publicado em 29/05/2018 - 14:03
Por Agencia Brasil Brasília






 
O governo federal informou que, de ontem (28) para hoje (29), o gabinete que monitora no Palácio do Planalto a paralisação dos caminhoneiros constatou que "dobrou o abastecimento" de gêneros essenciais, como combustíves, alimentos, medicamentos e ração para animais, distribuídos, sob escolta, em todo o país. A informação foi passada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

"Após nove dias, se não tivéssemos retomado o abastecimento, a situação estaria muito pior", afirmou Padilha. "Caminhamos para a normalidade", acrescentou, sem deixar de reconhecer que ainda há "muitos caminhões na margem das estradas". Padilha reafirmou que não há mais pontos de bloqueios, mas ainda ocorrem manifestações contrárias à retomada do trabalho.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, afirmou que hoje "o problema é muito menos os caminhoneiros e mais a ação de oportunistas" que querem impedir o fim da paralisação. Por causa disso, manifestantes foram presos no Maranhão, informou o general.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a citar a presença de infiltrados entre a categoria. "Ouvimos o presidente da associação dos autônomos dizer que os caminhoneiros estão satisfeitos, e que infiltrados estão hoje no movimento", destacou. "A democracia protege até quem se manifesta contra a democracia; todos podem se manifestar, mas não podem trancar estradas", completou. "Dialogamos com quem estava reivindicando, mas quem está fora da lei tem que sofrer os rigores da lei", avisou. Marun reafirmou que o governo foi informado pela Polícia Federal (PF) de que haveria crime de locaute – quando patrões se aproveitam de um movimento de trabalhadores para obter vantagens financeiras.

Saiba mais
Edição: Talita Cavalcante


segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Brasil que ama seus visitantes


Visto eletrônico para o Brasil cresce 49% em relação ao ano passado
Publicado em 07/05/2018 - 13:09
Por Da Agência Brasil Brasília





Em abril deste ano, as solicitações de visto para o Brasil, a partir da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão, tiveram um aumento de 49%, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do programa eVisa, um sistema de visto eletrônico implantado para facilitar o visto de turistas de países estratégicos para o Brasil.

De acordo com estimativas do Ministério do Turismo, o aumento de turistas representa um acréscimo potencial de R$ 20,7 milhões na economia em apenas um mês.
O Canadá teve o aumento mais significativo, de 74,55%. Foram 1.461 vistos eletrônicos, em abril de 2018, contra 837 no mesmo período do ano passado pelo sistema tradicional. Na Austrália foram emitidos em abril deste ano 1.399 vistos eletrônicos, 52,23% a mais do que os 919 vistos emitidos em abril de 2017 pelo método antigo.

Os Estados Unidos apresentaram um aumento de 44,17% com 12.298 vistos eletrônicos emitidos em abril deste ano e 8.530 no mesmo mês de 2017, quando o eVisa ainda não estava funcionando. No Japão o percentual de aumento de abril deste ano em relação aao mesmo mês de 2017 foi 25,04%, sendo 1.952 vistos eletrônicos emitidos em abril de 2018 e 1.561 vistos tradicionais concedidos em abril do ano passado.

Desde 21 de novembro do ano passado já foram emitidos 50.557 vistos eletrônicos para o Brasil. De um total de 52.672 vistos emitidos para turistas dos quatro países nesse período, apenas 2.115 foram processados pelo sistema tradicional.
Edição: Valéria Aguiar 


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