sábado, 8 de abril de 2017

Inclusão e reparação



Negros e indígenas terão cotas na pós-graduação da UFMG a partir de 2018



  • 05/04/2017 21h29
  • Belo Horizonte
Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a reserva de vagas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de mestrado, mestrado profissional e doutorado. A medida valerá para os processos seletivos realizados a partir de 2018.

Divulgada hoje (5) pela instituição, a aprovação das cotas foi decidida por unanimidade pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), órgão composto por docentes, representantes de estudantes e de servidores técnico-administrativos. Também foi autorizada a criação de uma comissão permanente para acompanhar a medida.

De acordo com a proposta aprovada, os programas de pós-graduação deverão separar entre 20% e 50% das vagas para candidatos que se autodeclararem negros, o que, segundo os critérios utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), inclui pretos e pardos.

Os cursos também deverão ter uma vaga suplementar para indígenas e outra para pessoas com deficiência. Os processos seletivos deverão sofrer adaptações para atender, por exemplo, a necessidades de indígenas que não dominam a língua portuguesa e de surdos que demandam tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A medida adotada pela UFMG não é inédita. Em 2015, a Universidade Federal de Goiás (UFG) foi a primeira instituição pública de ensino do país a adotar cotas na pós-graduação. A reserva de vagas em cursos de mestrado e doutorado também já é realidade nas universidades federais da Bahia (UFBA), do Espírito Santo (UFES), do Piauí (UFPI), de Mato Grosso (UFMT) e de Alagoas (UFAL), entre outras.
Edição: Luana Lourenço
 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Treinamento sem assistencia aos formandos, eta Brasil



Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) chega a 600 mil matrículas 



São exatamente 601.481 matrículas realizadas nos 142 cursos cadastrados pelo Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), do Ministério da Saúde, desde 2010, quando foi criado. Todos os cursos são gratuitos e ofertados na modalidade à distância, para facilitar o acesso e atender às necessidades de capacitação e educação dos profissionais de saúde que atuam no SUS. A ideia é que as atividades tenham enfoque prático e dinâmico, melhorando a compreensão do conteúdo. 

Além disso, as ferramentas de ensino EaD permitem alcançar um número maior de profissionais em locais com baixa oferta presencial e em tempo reduzido. Flexibilidade de horário também é um fator determinante para garantir que o aluno possa continuar exercendo suas funções profissionais no dia a dia, sem prejudicar a rotina de estudos.
Lúcia Maria dos Santos, enfermeira de Brasília, é uma das alunas do UNA-SUS. Ela conta que ficou muito satisfeita. “Foi de grande valia. Como eu queria me atualizar, vi o curso sobre Zika. Por ser um assunto da atualidade me inscrevi, e gostei demais. É de fácil acesso, profissionais capacitados, material atualizado, e totalmente de graça”, conta a enfermeira que já está inscrita em outro curso, relacionado à assistência nutricional. 

O Secretário Executivo da UNA-SUS, Francisco Campos, explica que a marca de 600 mil matrículas representa uma enorme conquista social para a especialização em saúde. “Teremos profissionais melhor capacitados para atender às necessidades de saúde da população. Demonstra também, o poder de penetração e difusão da educação à distância, consolidando-a como uma modalidade de ensino reconhecida e valorizada por aquele que dela mais necessita: o estudante-trabalhador em saúde”.

O fisioterapeuta Bruno Rabelo, de São Luís do Maranhão, atualmente trabalha na área privada, mas não queria se distanciar do SUS, por isso optou por realizar um dos cursos ofertados pelo sistema. “Quando eu vi a possibilidade de um curso em gestão, me interessei mais ainda, por que quem está diretamente com o paciente não tem muito contato com esse meio”. Além disso, também atua na divulgação do UNA-SUS para outras pessoas. “Foi feita uma divulgação local com uma foto minha, e foi compartilhado no facebook e whatsapp. Nisso alguns amigos vieram me perguntar e eu falei tudo”, lembra.

Desde o ano passado, algumas mudanças vêm sendo feitas para melhorar a oferta de cursos, e ampliar o acesso. “Os alunos de graduação de diversas universidades públicas passaram a ter acesso integral a maior parte dos cursos disponibilizados pela UNA-SUS. Anteriormente eles só podiam ter acesso a uma parte desse material como visitantes. Algumas instituições de ensino superior do Sistema UNA-SUS estão preparando a oferta de oportunidades educacionais voltadas também para os alunos de graduação da área da saúde de forma que possam ser aproveitados em até 20% da carga horária total do curso”, explica o Secretário Executivo da UNA-SUS, Francisco Campos.

O aluno que participa dos cursos do UNA-SUS recebe certificado, também gratuito. O reconhecimento da qualificação varia de acordo com o tipo de curso. Para os de especialização, são expedidos certificados por algumas das melhores universidades brasileiras e reconhecidos pelo MEC. Os títulos de mestrado profissional são reconhecidos pelo MEC como título de pós-graduação stricto sensu. Também existem cursos de aperfeiçoamento e os cursos de curta duração, que podem ser considerados como cursos de extensão ou cursos livres de qualificação profissional e reconhecidos por muitos empregadores para fins de progressão laboral.

A enfermeira Lúcia Maria, conta que após o término das aulas, recebeu a certificação sem burocracia. “Recebi o certificado por e-mail, e depois disso, quando vi que foi de grande importância o curso, eu divulguei para muita gente do meu trabalho. Muitos também estão fazendo”.

Acesse a página do UNA-SUS aqui. Mas se você tem uma sugestão de curso ou melhoria para o UNA-SUS, pode entrar em contato pelo correio eletrônico:
sgtes@saude.gov.br.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Brasil, terra dos presos sem condenação



Grande número de presos no Brasil aguardam julgamento, diz estudo
2017-02-27 10:43:36portuguese.xinhuanet.com








Rio de Janeiro, 23 fev (Xinhua) -- Um terço dos 654.372 prisioneiros no Brasil ainda não foram julgados, informou nesta quinta-feira o portal de notícias G1, citando um estudo do Conselho Nacional de Justiça.

Esses prisioneiros estão sob prisão temporária aguardando julgamento ou sob prisão preventiva para impedi-los de coagir testemunhas e destruir provas.

No entanto, como o sistema legal brasileiro é notoriamente lento, essas pessoas podem permanecer presas sem julgamento por anos.

De acordo com o estudo, o tempo médio de encarceramento sem julgamento varia de 172 a 974 dias. A proporção de prisioneiros sob prisão temporária varia de 15 a 82%, dependendo do estado.

Também no estudo, 29% dos prisioneiros foram presos por tráfico de drogas, ficando em primeiro lugar no ranking. A segunda principal acusação é de roubo (26%), seguida de assassinato (13%) e posse ilegal de armas (8%).

O estudo foi encomendado ao Conselho Nacional de Justiça pela juíza Carmen Lúcia Rocha, chefe do Supremo Tribunal Federal brasileiro, depois que a crise carcerária começou em janeiro.

Houve uma série de motins na prisão em vários estados brasileiros, o que resultou na morte de mais de 100 presos. A juíza também pediu aos tribunais que tomassem medidas para acelerar os julgamentos.