quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Matando o proprio corpo



Os 10 países com as maiores taxas de suicídio do mundo
08 fev 2016 — 19h04 






De acordo com um estúdio da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos. O suicídio se tornou uma verdadeira epidemia de proporções globais, sendo uma preocupação constante para vários países ao redor da Terra. Os maiores índices costumam ser registrados em nações pobres, onde os habitantes sofrem com problemas socioeconômicos.

Confira agora um ranking com os 10 países com as maiores taxas de suicídio do mundo. Vale observar que os números estão de acordo com o padrão adotado pela OMS para fazer a medição: número de mortes (em milhares) para cada cem mil habitantes.

10) Cazaquistão – 23,8 (40,6 homens – 9,3 mulheres)
O país localizado na Ásia Central já sofre há muito tempo com o alto índice de suicídios. Geralmente, quem tira sua própria vida por lá são estudantes na faixa dos 15 aos 19 anos. Em um relatório divulgado em 2011 pela OMS, foi apontado que 3,23% de todos os suicídios do planeta ocorriam no Cazaquistão.

9) Nepal – 24,9 (30,1 homens – 20,0 mulheres)
Localizado na Ásia, este país montanhoso também possui um longo histórico de altas taxas de suicídio, mas as coisas vêm piorando ao longo dos últimos anos.


8) Tanzânia – 24,9 (31,6 homens – 18,3 mulheres)
Embora desconhecida por muitos brasileiros, a República Unida da Tanzânia é um país da África Oriental cercado por Uganda, Quênia e Moçambique. Novamente, quem se suicida lá, na maioria das vezes, são os jovens que não conseguem lidar com os problemas sociais da região (pobreza, fome, violência, falta de estrutura de saúde pública e ensino público etc.).

7) Moçambique – 27,4 (34,2 homens – 21,1 mulheres)
Localizado ao lado da Tanzânia, Moçambique sofre exatamente com os mesmos problemas de seu vizinho. Os moçambicanos possuem uma curtíssima expectativa de vida, já que doenças como AIDS são extremamente comuns por lá e falta infraestrutura para cuidar dos enfermos. Quase 3 mil indivíduos se suicidam anualmente na região.


6) Suriname – 27,8 (44,5 homens – 11,9 mulheres)
Suriname é um de nossos vizinhos, fazendo divisa com os estados Pará e Amapá. Mesmo tendo uma população de apenas 570 mil pessoas, o país possui uma altíssima taxa de suicídio, frequentemente associada a problemas sociais, como crises econômicas, violência doméstica, desemprego e abuso de álcool.

5) Lituânia – 28,2 (51,0 homens – 8,4 mulheres)
Além de ser o quinto em escala mundial, a Lituânia possui outro recorde igualmente triste: é o país com o maior número de suicídios na Europa! Felizmente, a taxa vem baixando lentamente desde a década de 90, mas já é um bom sinal. Tal como nos países anteriores, as principais causas para que os lituanos tirem suas próprias vidas são os problemas socioeconômicos que a região enfrenta.


 4) Sri Lanka – 28,8 (46,4 homens – 12,8 mulheres)
O mais bizarro é que ninguém sabe explicar ao certo por que há tantos suicídios no Sri Lanka. Ainda assim, muitas pessoas vêm se matando desde que o país alcançou a independência em 1948. Enforcamento e envenenamento são os métodos mais comuns usados pelos suicidas de lá.

3) Coreia do Sul – 28,9 (41,7 homens – 18,0 mulheres)
Sim, o lar de empresas famosas do ramo de tecnologia – como Samsung e LG – fica em terceiro lugar no ranking de países com mais suicidas. Os sul-coreanos costumam tomar veneno para tirar a própria vida, visto que o governo local adota uma política extremamente rígida para a posse de armas de fogo. É bem provável que o fenômeno esteja ligado às pressões sociais típicas do país.

2) Coreia do Norte– 38,5 (45,4 homens – 35,1 mulheres)
A Coreia do Norte está em uma situação ainda pior do que a do Sul. Mais de 10 mil norte-coreanos se suicidam todos os anos. O país é famoso por suas políticas rígidas de exclusão, várias violações aos direitos humanos e turbulências econômicas – alguns dos motivos que levam tanta gente a desistir de viver.


1) Guiana – 44,2 (70,8 homens – 22,1 mulheres)
Sim, o país com o maior número de suicídios do mundo é nosso vizinho, fazendo divisa com Roraima e Pará. Assim como a maioria dos lugares citados nesta lista, a Guiana sofre com problemas de saúde pública, pobreza rural e abuso de álcool, e é por isso que vários de seus cidadãos tiram suas próprias vidas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Agora o Brasil



Cinco coisas que você precisa saber sobre o tombo dos mercados chineses – e seu efeito no Brasil
 Para nos brasileiros, este cenário embora traçado e vivido em 05/01/2016 | 08h14min, continua atual e piorando, é o porque deste republicação para a África.
















O tombo dos mercados acionários chineses derrubou nesta segunda-feira (4) as principais bolsas de valores do mundo, entre elas a brasileira.

No primeiro dia de operações de 2016, a Bovespa opera em baixa. Já o dólar ultrapassou a barreira de R$ 4.

O dia também está sendo de perdas no resto do mundo, com as bolsas dos Estados Unidos e da Europa registrando índices negativos.

Pela manhã, o dólar acumulava alta frente a 15 das 24 moedas emergentes ─ o real era a que mais se desvalorizava diante da moeda americana.

O movimento reflete os temores dos investidores sobre um crescimento menor da economia da China neste ano, após os dados da indústria terem vindo mais fracos do que o esperado ─ foi a décima queda consecutiva em dezembro.

Logo após a divulgação do indicador, o pregão chinês despencou 7% e acabou suspenso devido à adoção de um novo sistema conhecido como "circuit breaker". O mecanismo, que existe em vários países do mundo, inclusive no Brasil, interrompe automaticamente as negociações de compra e venda de ações sempre que há volatilidade excessiva nos mercados.
O setor industrial chinês vem lutando contra a fraca demanda interna do país. Segundo o FMI, a previsão é de que a economia da China cresça 6,3% neste ano. Se confirmado, seria o menor valor em mais de duas décadas.

A desaceleração do gigante asiático tende a produzir efeitos negativos em todo o mundo, o que pode dificultar a recuperação da economia brasileira.

Confira abaixo quatro fatores por trás do tombo nos mercados chineses nesta segunda-feira - e, em quinto, seu efeito no Brasil.

1 - Atividade industrial mais fraca
De acordo com analistas, os dados ruins sobre a atividade industrial da China foram a principal razão para o tombo do pregão desta segunda-feira. O indicador veio mais fraco do que o esperado — houve contração pelo décimo mês consecutivo em dezembro.
As estatísticas são um reflexo da transformação da economia chinesa, cada vez mais dependente do setor de serviços e menos da indústria, que, por sua vez, vem atraindo menos investimentos estatais.
Dados sobre atividade industrial na China vieram mais fracos do que o esperado

2 - Implantação do 'circuit breaker'
Este foi o primeiro dia em que o sistema conhecido como "circuit breaker" foi colocado em prática.

O mecanismo suspende automaticamente a negociação de compra e venda de ações sempre que há volatilidade excessiva em momentos atípicos no mercado.

No caso da China, o pregão foi interrompido por 15 minutos quando houve uma queda acumulada de 5%.

Quando as ações voltaram a ser negociadas, e os papéis registraram perdas de 7%, as operações das bolsas de valores ─ de Xangai e de Shenzhen ─ foram completamente paralisadas.

As medidas foram implementadas no ano passado por causa do crash da bolsa chinesa, mas só entraram em vigor nesta segunda-feira.

O "circuit breaker" não é uma particularidade do mercado chinês e existe em vários países, inclusive no Brasil.

No entanto, é pouco comum que todo o pregão seja suspenso por causa de uma queda de 7% ─ uma indicação de que talvez as autoridades chinesas queiram evitar a todo custo um novo crash da bolsa.

3 - Yuan mais fraco
Houve uma depreciação acentuada do yuan pouco antes do tombo do pregão chinês. A China desvalorizou a moeda do país frente ao dólar para o menor valor em quatro anos e meio.

Especula-se que o Banco Central chinês tenha abandonado a tentativa de manter o valor do yuan frente ao dólar, o que significa que a autoridade monetária não deve continuar intervindo para segurar a cotação da moeda.

No entanto, crescem as preocupações de que esteja havendo uma fuga de recursos da China e que esse movimento possa sair do controle.

Investidores estão temerosos do que pode acontecer se o yuan continuar a perder valor – e o risco que isso pode acarretar para o futuro da economia chinesa, ante a posição do governo de continuar defendendo uma maior depreciação da moeda para incentivar as exportações.

4 - Venda de ações
Pessoas físicas que investem na bolsa são facilmente influenciáveis e tendem a agir conforme a maioria, movimento popularmente conhecido como "efeito manada".

Ou seja, quando ouvem de corretores ou amigos que outras pessoas estão vendendo suas ações, também tendem a se desfazer de seus papéis. E quanto mais o preço dessas ações cai, maior é o volume vendido.

Apesar de os papéis ainda estarem acima de suas mínimas históricas, as autoridades chinesas querem evitar o crash da bolsa que ocorreu no verão passado.

5 - Brasil
Para o Brasil, a volatilidade no mercado chinês pode aprofundar a recessão e atrasar ainda mais a recuperação da economia.
Isso porque a turbulência no gigante asiático acende uma "luz vermelha" sobre outros mercados emergentes. Avessos ao risco, investidores tendem a retirar recursos desses países, derrubando as moedas locais.

"No caso do Brasil, essa contaminação tem um impacto ainda maior porque nosso mercado financeiro é bastante aberto, maior e mais líquido do que do de outros países", explica André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

BBC Brasil 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Museu em Minas Gerais, Brasil.

Projetado por Gustavo Penna, novo Museu de Congonhas é inaugurado em Minas Gerais
Equipamento receberá exposições temporárias e permanentes e programas educacionais voltados principalmente ao Santuário do Bom Jesus de Matosinho
Kelly Amorim, do Portal PINIweb
15/Dezembro/2015






A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, inauguram oficialmente nesta terça-feira (15) o novo Museu de Congonhas, projetado pelo escritório Gustavo Penna Arquitetos e Associados.
Por ter como principal temática o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que tem o título de Patrimônio Cultural Mundial desde 1985, o local atuará como "museu de sítio", servindo como um equipamento de mediação entre o Santuário e o público. O objetivo da nova instituição será a de qualificar a experiência de estar no lugar, intensificando os sentidos e a percepção dos visitantes.
O museu, instalado em um edifício de 3.452,30 m² ao lado do Santuário, abriga em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.
O projeto foi concebido, de acordo com o escritório, buscando soluções para três questões fundamentais: implantação neutra, sem competição volumétrica com o conjunto principal; criação de espaços externos e percursos internos claros, amplos e reverentes; e dinâmica dos espaços de forma que façam ecoar a dimensão simbólica dos valores que acolhe e apresenta aos visitantes.
A fachada do edifício caracteriza-se pelo sentido de contemporaneidade, que afirma no seu tempo uma atitude atemporal de respeito, equilíbrio e harmonia. Já a área de distribuição das funções, emerge do grande terraço de acesso em dois tempos: o da chegada, mineral, simples, direto e eficiente; lugar de muita gente e movimento. E o outro separado por jardins, para contemplação, com o seu espelho d´água a refletir o céu e o horizonte.
O empreendimento foi financiado com recursos captados pela Lei Rouanet, recursos próprios da Prefeitura de Congonhas e patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Santander, Vale e Gerdau.
O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século 19. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).
Exposição
A exposição permanente que inaugura o Museu de Congonhas, cuja curadoria é assinada pelos museólogos Letícia Julião e Rene Lommez, trata das manifestações da fé no passado e no presente, em particular, o sentido de exteriorização da devoção projetado na monumentalidade teatral do espaço do Santuário, nas práticas da romaria e nos ex-votos. A mostra também retrata o Santuário como expressão de trânsito cultural resultante da expansão portuguesa; da relação do espaço religioso com a vida urbana de Congonhas; do Santuário como obra de arte; do trabalho do Aleijadinho, mas, sobretudo da produção artística como resultado de processo coletivo de distintos artífices; e do deslocamento da arte como transcendência da fé para o objeto de devoção.
O projeto expográfico, assinado pelo designer espanhol Luis Sardá, preza pelo cuidado com o público diverso que visita a cidade, oferecendo inúmeras possibilidades de apreensão do rico conteúdo do museu.
O novo museu fica na Alameda Cidade de Matosinhos de Portugal e fica aberto de terça-feira a domingo, das 9h00 às 17h00; e quartas-feiras, das 13h00 às 21h00.

 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Temos que salvar nosso mundo

Líderes mundiais comemoram acordo climático da COP 21
    12/12/2015 18h17
    Paris
Da Agência Lusa









Líderes mundiais comemoraram hoje (12) a aprovação do texto final da Conferência Mundial do Clima (COP21) sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa. Após 13 dias de debates, representantes de 195 países chegaram, pela primeira vez na história, a um acordo global sobre o clima.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, considerou o acordo como enorme passo para assegurar o futuro do planeta. Para Cameron, todos os países assumiram sua parte na luta contra as alterações climáticas.

Pela rede social Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou a importância do acordo e agradeceu a atuação da diplomacia norte-americana. "Isso é enorme. Quase todos os países do mundo acabam de subscrever o acordo de Paris sobre alterações climáticas".

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que o Acordo de Paris sobre o clima é uma vitória para o planeta e gerações futuras. De acordo com Kerry, os países mandaram uma mensagem aos mercados sobre a direção correta que devem seguir para diminuir a emissão de gases nocivos ao meio ambiente.



O representante da China na COP 21, Xie Zhenhua, considerou o acordo “justo, ambicioso e equitativo”. “A China felicita todos os países por este acordo, que não é perfeito, tem partes que podem ser melhoradas, mas nos permite avançar para responder ao desafio das alterações climáticas. Acabamos de escolher o caminho certo para o bem das gerações futuras”, afirmou. A China é o país que mais emite gases nocivos ao meio ambiente no mundo.

O Acordo de Paris, como foi chamado o documento final da 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), entrará em vigor em 2020. O documento prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa a 1,5°C, e a criação de um fundo global de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para limitar o aquecimento global a 1,5°C.


*Matéria atualizada às 19h03 para incluir declarações do representante da China na COP 21