segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Brasil que ama seus visitantes


Visto eletrônico para o Brasil cresce 49% em relação ao ano passado
Publicado em 07/05/2018 - 13:09
Por Da Agência Brasil Brasília





Em abril deste ano, as solicitações de visto para o Brasil, a partir da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão, tiveram um aumento de 49%, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do programa eVisa, um sistema de visto eletrônico implantado para facilitar o visto de turistas de países estratégicos para o Brasil.

De acordo com estimativas do Ministério do Turismo, o aumento de turistas representa um acréscimo potencial de R$ 20,7 milhões na economia em apenas um mês.
O Canadá teve o aumento mais significativo, de 74,55%. Foram 1.461 vistos eletrônicos, em abril de 2018, contra 837 no mesmo período do ano passado pelo sistema tradicional. Na Austrália foram emitidos em abril deste ano 1.399 vistos eletrônicos, 52,23% a mais do que os 919 vistos emitidos em abril de 2017 pelo método antigo.

Os Estados Unidos apresentaram um aumento de 44,17% com 12.298 vistos eletrônicos emitidos em abril deste ano e 8.530 no mesmo mês de 2017, quando o eVisa ainda não estava funcionando. No Japão o percentual de aumento de abril deste ano em relação aao mesmo mês de 2017 foi 25,04%, sendo 1.952 vistos eletrônicos emitidos em abril de 2018 e 1.561 vistos tradicionais concedidos em abril do ano passado.

Desde 21 de novembro do ano passado já foram emitidos 50.557 vistos eletrônicos para o Brasil. De um total de 52.672 vistos emitidos para turistas dos quatro países nesse período, apenas 2.115 foram processados pelo sistema tradicional.
Edição: Valéria Aguiar 


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sexta-feira, 30 de março de 2018

Jovem democracia


Manuel de Araújo lamenta "recuo" na democracia moçambicana


O autarca de Quelimane, no centro de Moçambique, condena o rapto e agressão ao jornalista Ericino de Salema, esta semana. Manuel de Araújo, do MDM, pede justificações ao partido no poder, a FRELIMO.



 Manuel de Araújo, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), condena de forma veemente o sequestro e o espancamento, na terça-feira (27.03), do jornalista moçambicano Ericino de Salema.

É um ato "macabro", que mostra "a tendência de recuo na democracia moçambicana", diz Araújo em entrevista à DW África. "Parece que damos dois passos à frente e, depois, um passo atrás, porque este não é um caso isolado."

 Jornalista moçambicano, Ericino de Salema

O autarca da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, lembra o rapto do comentador político e académico José Jaime Macuane, em maio de 2016, e o assassinato de Mahamudo Amurane, edil da terceira maior cidade de Moçambique, Nampula, em outubro de 2017. E aponta o dedo ao partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

"O profissionalismo com que estes atos são realizados e a impunidade são duas marcas que mostram quem é o mandante - portanto, que vem do seio do partido FRELIMO, sem margem para dúvidas, porque, caso contrário, as instituições de Justiça teriam agido de uma forma mais profissional e mais célere", comenta Manuel de Araújo.

O edil de Quelimane acrescenta que estes atos constituem uma forma de ameaçar e de silenciar o pensamento independente, nomeadamente a liberdade de opinião, de expressão e de manifestação.

Eleições e desmilitarização
A propósito das últimas eleições intercalares em Nampula, o autarca considera que foram "livres e justas", apesar de ter havido alguns constrangimentos, nomeadamente tentativas de fraude pela FRELIMO, "prontamente desmanteladas".

"Há evidências de que a FRELIMO tem recorrido sistematicamente a métodos fraudulentos para se poder manter no poder, quer nas autárquicas, quer nas legislativas, quer nas presidenciais. Acho que essa é uma prática que deve ser condenada não só pelos moçambicanos, mas por todos os amigos de Moçambique, todos aqueles amantes da democracia no mundo inteiro."

Manuel de Araújo lamenta "recuo" na democracia moçambicana
Apesar de os partidos com assento parlamentar já terem chegado a um entendimento a propósito do novo modelo de eleição para governadores provinciais, em 2019, e autarcas, este ano, Manuel de Araújo critica a lentidão nas negociações de paz entre a FRELIMO e a maior força da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) - para o edil, o elemento fundamental nas conversações é a desmilitarização.

"Deu-se um passo [positivo], é verdade. Mas ainda há muito por fazer. Primeiro, é preciso consolidar; segundo, o fenómeno dos esquadrões da morte, que tem o apadrinhamento do partido FRELIMO e do Governo, é algo que deve ser discutido, debatido e eliminado. E os responsáveis devem ser trazidos à barra da Justiça."

Dívidas e transparência
Outra inquietação de Manuel de Araújo prende-se com as dificuldades nas negociações para a reestruturação da dívida pública moçambicana.

O autarca dá razão aos credores, que não aceitaram as condições propostas pelo Governo moçambicano, porque entende que "tem de haver transparência".

O edil considera que o Governo moçambicano não está a ser sério nestas negociações, fazendo propostas inaceitáveis nos termos em que foram apresentadas em Londres. Entretanto, avisa: "Aqueles que do lado moçambicano assim o fizeram, violando a Constituição da República de forma deliberada - não levando ao Parlamento o pacote que ultrapassava os limites dos empréstimos - devem ser responsabilizados por isso. Por outro lado, aqueles que facilitaram esses empréstimos também não podem ficar impunes."

Manuel de Araújo falou à DW África pouco antes de receber, esta quarta-feira (28.03), na Sociedade de Geografia de Lisboa, o Prémio MIL - Personalidade Lusófona, atribuído pelo Movimento Internacional Lusófono. Manuel de Araújo dedicou o galardão aos munícipes da cidade de Quelimane "pelo trabalho abnegado que têm desenvolvido para a melhoria das suas próprias condições de vida".