segunda-feira, 20 de março de 2017

Treinamento sem assistencia aos formandos, eta Brasil



Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) chega a 600 mil matrículas 



São exatamente 601.481 matrículas realizadas nos 142 cursos cadastrados pelo Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), do Ministério da Saúde, desde 2010, quando foi criado. Todos os cursos são gratuitos e ofertados na modalidade à distância, para facilitar o acesso e atender às necessidades de capacitação e educação dos profissionais de saúde que atuam no SUS. A ideia é que as atividades tenham enfoque prático e dinâmico, melhorando a compreensão do conteúdo. 

Além disso, as ferramentas de ensino EaD permitem alcançar um número maior de profissionais em locais com baixa oferta presencial e em tempo reduzido. Flexibilidade de horário também é um fator determinante para garantir que o aluno possa continuar exercendo suas funções profissionais no dia a dia, sem prejudicar a rotina de estudos.
Lúcia Maria dos Santos, enfermeira de Brasília, é uma das alunas do UNA-SUS. Ela conta que ficou muito satisfeita. “Foi de grande valia. Como eu queria me atualizar, vi o curso sobre Zika. Por ser um assunto da atualidade me inscrevi, e gostei demais. É de fácil acesso, profissionais capacitados, material atualizado, e totalmente de graça”, conta a enfermeira que já está inscrita em outro curso, relacionado à assistência nutricional. 

O Secretário Executivo da UNA-SUS, Francisco Campos, explica que a marca de 600 mil matrículas representa uma enorme conquista social para a especialização em saúde. “Teremos profissionais melhor capacitados para atender às necessidades de saúde da população. Demonstra também, o poder de penetração e difusão da educação à distância, consolidando-a como uma modalidade de ensino reconhecida e valorizada por aquele que dela mais necessita: o estudante-trabalhador em saúde”.

O fisioterapeuta Bruno Rabelo, de São Luís do Maranhão, atualmente trabalha na área privada, mas não queria se distanciar do SUS, por isso optou por realizar um dos cursos ofertados pelo sistema. “Quando eu vi a possibilidade de um curso em gestão, me interessei mais ainda, por que quem está diretamente com o paciente não tem muito contato com esse meio”. Além disso, também atua na divulgação do UNA-SUS para outras pessoas. “Foi feita uma divulgação local com uma foto minha, e foi compartilhado no facebook e whatsapp. Nisso alguns amigos vieram me perguntar e eu falei tudo”, lembra.

Desde o ano passado, algumas mudanças vêm sendo feitas para melhorar a oferta de cursos, e ampliar o acesso. “Os alunos de graduação de diversas universidades públicas passaram a ter acesso integral a maior parte dos cursos disponibilizados pela UNA-SUS. Anteriormente eles só podiam ter acesso a uma parte desse material como visitantes. Algumas instituições de ensino superior do Sistema UNA-SUS estão preparando a oferta de oportunidades educacionais voltadas também para os alunos de graduação da área da saúde de forma que possam ser aproveitados em até 20% da carga horária total do curso”, explica o Secretário Executivo da UNA-SUS, Francisco Campos.

O aluno que participa dos cursos do UNA-SUS recebe certificado, também gratuito. O reconhecimento da qualificação varia de acordo com o tipo de curso. Para os de especialização, são expedidos certificados por algumas das melhores universidades brasileiras e reconhecidos pelo MEC. Os títulos de mestrado profissional são reconhecidos pelo MEC como título de pós-graduação stricto sensu. Também existem cursos de aperfeiçoamento e os cursos de curta duração, que podem ser considerados como cursos de extensão ou cursos livres de qualificação profissional e reconhecidos por muitos empregadores para fins de progressão laboral.

A enfermeira Lúcia Maria, conta que após o término das aulas, recebeu a certificação sem burocracia. “Recebi o certificado por e-mail, e depois disso, quando vi que foi de grande importância o curso, eu divulguei para muita gente do meu trabalho. Muitos também estão fazendo”.

Acesse a página do UNA-SUS aqui. Mas se você tem uma sugestão de curso ou melhoria para o UNA-SUS, pode entrar em contato pelo correio eletrônico:
sgtes@saude.gov.br.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Brasil, terra dos presos sem condenação



Grande número de presos no Brasil aguardam julgamento, diz estudo
2017-02-27 10:43:36丨portuguese.xinhuanet.com








Rio de Janeiro, 23 fev (Xinhua) -- Um terço dos 654.372 prisioneiros no Brasil ainda não foram julgados, informou nesta quinta-feira o portal de notícias G1, citando um estudo do Conselho Nacional de Justiça.

Esses prisioneiros estão sob prisão temporária aguardando julgamento ou sob prisão preventiva para impedi-los de coagir testemunhas e destruir provas.

No entanto, como o sistema legal brasileiro é notoriamente lento, essas pessoas podem permanecer presas sem julgamento por anos.

De acordo com o estudo, o tempo médio de encarceramento sem julgamento varia de 172 a 974 dias. A proporção de prisioneiros sob prisão temporária varia de 15 a 82%, dependendo do estado.

Também no estudo, 29% dos prisioneiros foram presos por tráfico de drogas, ficando em primeiro lugar no ranking. A segunda principal acusação é de roubo (26%), seguida de assassinato (13%) e posse ilegal de armas (8%).

O estudo foi encomendado ao Conselho Nacional de Justiça pela juíza Carmen Lúcia Rocha, chefe do Supremo Tribunal Federal brasileiro, depois que a crise carcerária começou em janeiro.

Houve uma série de motins na prisão em vários estados brasileiros, o que resultou na morte de mais de 100 presos. A juíza também pediu aos tribunais que tomassem medidas para acelerar os julgamentos.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Reação contra baixos salários



Pacientes no Quênia buscam clínicas mal equipadas e automedicação durante greve de funcionários
2016-12-09 11:21:11丨portuguese.xinhuanet.com 











Nairóbi, 7 dez (Xinhua) -- Centenas de pacientes desesperados, afetados pela greve de funcionários de saúde que ocorre no Quênia, recorreram às instalações privadas de saúde mal equipadas e à automedicação.

A greve, que está no seu terceiro dia, fechou o setor de saúde pública do país da África Oriental, causando agonia e desespero entre os pacientes, enquanto o governo luta para encontrar uma solução para a crise.

Pelo menos oito pacientes morreram em todo o país após a greve que paralisou os serviços nos hospitais públicos.

Os médicos e as enfermeiras estão em greve para pressionar por melhores condições de trabalho e um salário mais alto, acusando o governo de negligência.

Os médicos, através da União dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas do Quênia (KMPPDU), acusam o governo de paralisar a implementação de um acordo de negociação coletiva firmado em 2013.

"Se nenhum dinheiro for oferecido a nós, permaneceremos em greve até que nossas demandas sejam cumpridas. Nós não pararemos até que os médicos recebam a dignidade que merecem. Os quenianos têm direito a médicos de qualidade e adequadamente pagos,” disse o secretário-geral da KMPPDU, Fredrick Ouma Oluga, na terça-feira.

Enfermeiros, também através de seu sindicato, pedem salários mais altos, citando a negligência do governo em lidar com suas queixas.

O governo, por outro lado, acusou os trabalhadores de saúde de insinceridade, acrescentando que eles não podem atender suas demandas, uma vez que não tem o apoio da comissão salarial.

No entanto, o secretário do Gabinete de Saúde, Dr. Cleopa Mailu, que mantém as negociações na terça-feira com os representantes sindicais em Nairóbi, disse que ainda há margem para negociações, já que o governo está comprometido com a harmonia.

"Vamos continuar a estender a boa vontade das negociações até que este processo seja concluído e esperamos encontrar os médicos hoje para alcançar um equilíbrio. As greves devem ser o último recurso porque as ferramentas estão lá para nós podermos negociar,” disse Mailu .

O KMPDU quer um aumento de salário de 300% para seus membros, enquanto o Sindicato Nacional das Enfermeiras do Quênia quer um aumento de 25 a 45%.

Mailu, contudo, observou que qualquer conclusão deve levar em consideração a entrada da Comissão de Salário e Remuneração (SRC), um órgão governamental encarregado de fixar o salário dos servidores públicos, além da avaliação do trabalho.

O impasse tem levado milhares de pacientes de baixa renda ao limite, sem dinheiro para visitar instalações privadas de alto custo; famílias aflitas têm buscado clínicas mal equipadas em áreas residenciais.

Pesquisas mostraram que as unidades de saúde, algumas equipadas por trapaceiros, estão lutando para lidar com o aumento do número de pacientes.

"Viemos aqui de manhã cedo, mas não fomos atendidos porque a fila é longa", disse John Ochieng, que havia levado uma paciente que sofria de dor nas articulações para um pequeno centro de saúde em Kayole, na região leste de Nairóbi.

De acordo com Ochieng, ele havia levado a paciente, que havia viajado na segunda-feira do oeste do Quênia para o hospital Mama Lucy, uma instituição de saúde do governo na região, mas não teve sorte ao encontrar os médicos em greve.

"A dor piorou e ela não pode viajar de volta", disse Ochieng, notando que ele havia oferecido à paciente um punhado de analgésicos em vão.

A mãe grávida, Susan Museu, perdeu sua exame pré-natal na segunda-feira devido à greve, e já que seus remédios acabaram, comprou alguns de um químico, não querendo parar de tomar os remédios.

Pelo menos oito pacientes morreram em diferentes partes do país no primeiro dia da greve, na segunda-feira. E com o impasse esperado para durar várias semanas, pois as partes mantém posições rígidas, a tristeza envolveu as famílias dos pacientes.